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A Benedita é uma das 13 freguesias que compõem atualmente o concelho de Alcobaça. Situada a Sul do concelho, estende-se por cerca da 30 Km2, tendo a Norte a freguesia de Turquel, a Ooeste as freguesias de Santa Catarina e Alvorninha, a Sul a freguesia e concelho de Rio Maior e a este a serra dos Candeeiros, limite natural que a separa da freguesia de Alcobertas.

É pouca a história do seu passado longínquo. A lenda da Fonte da Senhora, associada à aparição da Virgem e à construção da Igreja Matriz, faz parte do imaginário das suas gentes.

Sabemos, porém, que a fundação da povoação da Benedita, remonta a cerca do ano 800 d.C., mais tarde, os Monges de Cister sediados em Alcobaça, por aqui se fixaram na procura de locais para desenvolver a agricultura, deixando, marcas importantes nas gentes da região.

A 20 de Dezembro de 1532 foi criada a Freguesia, por carta assinada pelo Cardeal Infante D. Afonso, administrador do Mosteiro de Alcobaça, desanexando territórios da vilas de Turquel, Santa Catarina, Alvorninha e Rio Maior.

No séc. XVIII era uma das freguesias mais progressivas dos “Coutos de Alcobaça”, passando a denominar-se paróquia de Nª Sª da Encarnação. Uma das características da Benedita é o seu bairrismo e espírito autonómico, que se perdem na História. Eram os “fregueses” que nomeavam o Cura, só depois do consentimento da população este era confirmado pelo Abade de Alcobaça. A população que sustentava o Cura e o Capelão, através da doação de géneros alimentícios.

Até meados do séc. passado a Benedita manteve-se uma aldeia rural, marcada pela forte religiosidade, com pequenos aglomerados dispersos, onde predominava a agricultura de subsistência e pequenas oficinas, essencialmente, de sapateiros.

Nos anos 40, o rescaldo da II Grande Guerra Mundial fez-se sentir, como em todo o nosso país, na escassez de produtos alimentares, matérias-primas e falta de escoamento dos produtos fabricados. A Benedita, essencialmente, votada ao fabrico de calçado: “terra de sapateiros”, como era conhecida, sentiu fortemente a crise, particularmente na falta do escoamento dos produtos. Era normal ver beneditenses percorrer quilómetros e quilómetros para irem de feira em feira vender, apenas um ou dois pares de botas ou sapatos. As dificuldades económicas eram muitas.

A pobreza do solo agrícola, aliada à falta de água, despertou o espírito de iniciativa, o “ser beneditense”, na época especialmente na prática do comércio. Foi neste contexto social que nasceu, a meio da década de 40, o Centro de Assistência Social, dinamizado pelas Servas de Nossa Senhora de Fátima, onde para além da escola maternal para meninas dos 3 aos 6 anos, funcionava uma cantina para crianças em idade escolar e uma casa de trabalho e lavores femininos para jovens raparigas.

Simultaneamente e por iniciativa do pároco de então, Padre José Susano, foi criada uma escola de aprendizagem de sapateiro que funcionou numas dependências do antigo salão situado onde está hoje a igreja paroquial. A construção da Igreja actual, inaugurada em 1955 e que teve como grande promotor o padre Inácio Antunes, é o primeiro grande marco físico visível e o grande referencial unificador dos lugares da freguesia. Enquanto comunidade extremamente religiosa, congregou esforços e meteu mãos à obra, construindo uma obra que muitos pensariam impossível.

A década de 60 do séc. passado foi fundamental para o desenvolvimento da Benedita. A experiência piloto de “Desenvolvimento Comunitário”, conduzida por uma vasta equipa de técnicos, chefiada pela Dr.ª Manuela Silva e apoiada pela fundação Gulbenkian, criou dinâmicas que os beneditenses souberam aproveitar e que levaram a alterações profundas a todos os níveis. Artesãos de vários ramos de actividade associaram-se e criaram empresas, mecanizadas e modernas, dando assim início ao processo de industrialização repartidas pela produção de calçado, cutelaria, marroquinaria, exploração de pedreiras, artes gráficas, etc. que deram emprego à população da Benedita e das freguesias vizinhas.

Também a agro-pecuária se desenvolveu nesta época. Foi criada a Cooperativa dos criadores de gado da Benedita e dinamizada a criação de animais. Esta actividade era muitas vezes tida como um “segundo emprego”, complemento na economia familiar.

É nesta década e fruto desta dinâmica, que é criada, em 1964, a primeira Cooperativa de Ensino, o Externato Cooperativo da Benedita. Foi graças a esta Escola que muitos jovens e menos jovens da freguesia e freguesias vizinhas tiveram oportunidade de prosseguir os seus estudos, após ensino primário, na época acessível a muito poucos. O desenvolvimento industrial teria ficado comprometido sem o nascimento do Externato, criador de quadros qualificados e mão-de-obra especializada.

Nas décadas de 70 e 80, o número de habitantes da freguesia aumentou consideravelmente consequência da inflexão do movimento migratório e do desenvolvimento industrial e dos serviços. O dinamismo industrial e a estabilidade social da Benedita foram as causas para a sua expansão demográfica.

No início da década de 90 assiste-se a uma estagnação no crescimento económico, na segunda metade essa tendência inverte-se e são construídos o Centro Cultural Gonçalves Sapinho, a Avenida Padre Inácio Antunes e a sua ligação à IC2, asPiscinas Municipais na Benedita, o novo quartel dos Bombeiros Voluntários da Benedita, o posto da Guarda Nacional Republicana e o Lar da Santa Casa da Misericórdia da Benedita.

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